Pragas Urbanas

As pragas urbanas são todas as espécies de animais que podem causar prejuízos econômicos e/ou danos à saúde dos seres humanos. Essas pragas existem desde os primórdios da humanidade. As pragas ficaram conhecidas como urbanas quando os homens iniciaram a urbanização criando os pequenos vilarejos. Hoje em dia, as principais pragas são:  pulgas, pombos, baratas, formigas, ratos, mosquitos, cupins, carrapatos, moscas e escorpiões. A maioria das pessoas não sabem quais doenças e danos elas podem causar.

Pragas urbanas
Pragas urbanas

As baratas

As baratas são velhas conhecidas. Existem a mais de 400 milhões de anos. São muitas espécies, mais de 3.500, contudo apenas 1% está presente nos ambientes urbanos, provocando doenças e prejuízos à sociedade. As duas espécies que mais estão presentes nas áreas urbanos são:

  • Barata Alemãzinha: pequena com 1,5 centímetros de comprimento e vive 150 dias em média. Os hábitos são noturnos e a fonte de alimento é a umidade;
  • Barata Americana: é conhecida como barata voadora ou de esgoto. É a maior das espécies domésticos com 4 a 5 centímetros de comprimento. Vive em locais escuros e úmidos, como: ralos, porões, fossas, embaixo de pias e caixa de gorduras, entre outros. As baratas, na fase adulta, vivem de 2 a 3 meses sem comer, mas não passa de 1 mês se não beber água. Nas condições que elas precisam, vivem de 14 a 15 meses.

As doenças que as baratas transmitem são:

  • Intoxicação alimentar: infecção causada por comer alimentos contaminados com bactérias patogênicas, vírus, toxinas, parasitas ou príons. A contaminação acontece por manuseio inapropriado, estocar comida ou preparar;
  • Diarreias e
  • Alergias.

Caso tenha problemas com baratas, veja algumas dicas para matar e acabar com baratas.

As pulgas

As pulgas têm o corpo achatado na lateral e bem pequenas. Essas características facilitam a movimentação nos pelos do hospedeiros que são: gatos, ratos, homens, cães e nas frestas presentes no ambiente.  As pulgas depositam de 200 a 400 ovos em toda a sua vida. Os ovos podem ser encontrados em cordões de carpete, frestas de taco, colchões, estrado de cama, cobertores, entre outros.  As fêmeas sobrevivem de 2 meses a 1 ano sem comer, conhecido como período de dormência ocorrendo quando o local é fechado por um tempo considerável. A pulga pode suportar até sete vezes o peso da mesma.

Para evitar a manifestação dessa praga evita o acúmulo da poeira, utilize o aspirador de pó (retire o filtro e mergulhe na água com detergente por 24 horas), sempre dê banho nos seus animais de estimação.

As doenças que podem ser transmitidas pelas pulgas são:  a peste bubônica causada por uma bactéria yersinia pestis que é transmitida ao ser humano pelas pulgas provenientes dos ratos-pretos (rattus rattus) ou outro roedor. Quando o indivíduo adquiri a doença, a pessoa apresenta bolhas na virilha, nas axilas e no pescoço com pus e sangue. Depois, ocorre febre alta e febre.

Os ratos

As espécies de roedores que mais vivem no ambiente urbano são as ratazanas e os camundongos. A população desses roedores são superiores à população humana dos meios urbanos. A proliferação desses animais é rápida. A fêmea do rato do telhado pode se reproduzir aos 3 meses, a gestação ocorre em 22 dias e se reproduz de 6 a 12 vezes em cada ano, com 12 filhotes cada cria. Já a fêmea do camundongo tem de 5 a 6 ninhadas por ano e gera de 3 a 8 filhotes em cada cria. A do rato de forro tem de 4 a 8 ninhadas por ano e gera 7 a 12 filhotes em cada cria. A da ratazana tem de 8 a 12 ninhadas por ano e gera de 7 a 12 filhotes em cada cria.

Os ratos precisam roer e gastar os dentes para que não cresçam demais. O Rattus norvegicus e Rattus rattus, urinam várias vezes ao dias, em média 40 vezes, em pequenas quantidades. São mais de 200 doenças que são transmitidas pelos roedores, sendo:

  • Leptospirose: doença infecciosa que é causada por uma bactéria. A transmissão nas áreas urbanas é transmitida pela urina dos ratos. Os sintomas provenientes dessa doença são: dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios e sensação de cansaço. Em casos mais graves levam à morte.
  • Tifo: a doença conhecida como tifo epidêmico é transmitida pelos piolhos e causada pela bactéria conhecida por Rickettsia prowazekii.
  • Sarnas: doenças de pele contagiosas, que são transmitidas por animais e ao homem por contato direto com os ácaros (parasitas microscópicos).
  • Salmonelose: intoxicação alimentar que é transmitida por uma bactéria. Os sintomas são: náuseas, diarreia intensa, vômitos, dores abdominais e de cabeça e febre.
  • Micoses: infecções causadas por fungos e atingem as unhas, peles e os cabelos.

Os roedores causam bastante prejuízos como:

  • Perda de 8% anual da produção de raízes e cereais;
  • O roedor come equivalente 10% do seu peso;
  • Contamina por fezes e urina;
  • Desperdícios por romper sacaria e outras embalagens;
  • Acidentes causados por danos em cabos de máquinas e fios e instalações elétricas e
  • Presença de chiados e ruídos nas ligações telefônicas.

Veja também: Saiba como matar ratos.

As formigas

Há mais de 100 milhões de anos elas existem e carregam bactérias, micróbios e fungos em suas patas que são responsáveis por infecções estomacais e intestinais nos seres humanos, além de causar alergia, incômodo e coceira. Elas são organizadíssimas e se dividem em: soldados, operários, larvas, crias, rainha e reprodutores. São tidas como principais agentes de infecções hospitalares.

A doença mais comum causada pelas formigas é o choque anafilático, onde a risco de morte por comprimir rapidamente as vias aéreas.

Evite comer na sala, na cama, em sofás. Não deixe que detritos caiem nesses locais e também evite expor alimentos.

Os cupins

Há mais de 2 mil espécies e mais ou menos 100 comem madeira. A sua colônia é formada de soldados, rainha, rei e operários. A rainha pode produzir até 3 mil ovos em um dia em todo o seu período de vida. Uma colônia já adulta pode ter mais de 1 milhão de cupins. Os cupins desgastam de forma lenta o alumínio, concreto, plástico e chumbo para chegar à madeira ou aos materiais provenientes da celulose, como: papelão e papel. A colônia pode consumir de 0,5 a 1 quilo de madeira em um dia, isso dependendo da espécie.

As espécies de cupins urbanas são os de madeira seca e subterrâneos:

Cupins subterrâneos:

Essa espécie atacam os prédios e casas, podem consumir livros, madeira e roupas. Eles se espalham pela construção e podem se instalar através das migrações do solo e das revoadas.

Cupins de madeira seca:

Eles atacam as madeiras e os móveis. A presença é perceptível quando ocorre o aparecimento de um pó granulado, que são fezes do cupim e migram para outras partes de forma rara.

Os Mosquitos

Esses insetos são importantíssimos em saúde pública e podem ser considerados vetores de uma gama de micro-organismos que são capazes de desenvolver seríssimas doenças. Os mais preocupantes são:  Aedes aegypti que é responsável pela Dengue; aedes albopictus que é responsável por transmitir a Febre Amarela e em alguns países transmite a Dengue também; anopheles que é responsável pela Malária; culex quinquefasciatus, conhecido por pernilongo, está presente nos locais urbanos onde há rios e córregos poluídos. Promove incômodo pelas picas e processos alérgicos. Também pode transmitir Filariose, conhecida por Elefantíase).

As doenças que podem ser transmitidas pelo mosquito, são:

  • Dengue: doença infecciosa causada por 4 tipos de vírus diferentes. Os sintomas são: febre, dores de cabeça, mal-estar, dores musculares, manchas na pele e sangramentos. Pode ocorrer hemorragias que levam à morte.
  • Malária: doença infecciosa grave. É causada por parasitas e pode se manifestar dias, meses ou anos depois que o mosquito picou. Os sintomas são: mal-estar, febre, cansaço, calafrios, náuseas e dores musculares e de cabeça.
  • Febre Amarela: doença infecciosa provocada por vírus. Há dois tipos, a Silvestre que é transmitida nas áreas da mata e a Urbana que é transmitida na cidade. Os sintomas são: cansaço, febre, dores musculares e de cabeça. Pode aparecer vômitos, náuseas e diarreia. Tardiamente, pode surgir delírios, hemorragias e convulsões e pode causar morte também.
  • Elefantíase: doença provocada por parasitas e se caracteriza por inchaços nas regiões que são afetadas, em sua maioria nas pernas.

As Moscas

Esses insetos são muito comuns nas regiões urbanas e transmitem muito micro-organismos que ocasionam a contaminação de utensílios, alimentos, entre outros. Há mais de 150 mil espécies de moscas e vivem em todos os ambientes no mundo. As larvas e adultos comem todo quanto é tipo de alimento, desde sangue, carne em decomposição, excrementos até frutas, madeira e néctar. A Mosca Doméstica é a mais conhecida na região urbana e pode medir de 10 a 14 milímetros na sua fase adulta. Ela vive em média 30 dias e pode ser atraída por odores diferentes, chegam a voar entre 1000 a 3000 metros em um dia. Para se desenvolver bem, precisam de local propício para por proteção e ovos e também a oferta de alimento. Essas condições são encontradas em dejetos e lixos.

Para evitar a presença das moscas evite o acúmulo da poeira, e use sempre o aspirador de pó, o filtro do aspirador quando for retirado deve ser mergulhado na água com detergente por um dia; sempre dê banho em seus animais de estimação.

As Moscas podem provocar gastroenterite, que é uma infecção que ataca o sistema gastrointestinal e provoca cólicas intestinais, diarreias e vômitos.

Os pombos

Os pombos reproduzem muito rápido com 5 a 6 ninhadas por ano gerando 1 ou 2 filhotes por cria. Nas cidades grandes, por não haver predadores como  coruja ou o gavião, o número de pombos aumenta numerosamente. Eles vivem de 3 a 4 anos e são conhecidos por Ratos de Asas, pois transmitem muitas doenças. Os casais de pombos ficam juntos ate morrer. As peças de bronze, podendo ser as histórias, podem ser corroídas por fezes dos pombos.

As doenças respiratórias são provocadas pelos pombos. Rouquidão, tosse, dores no peito, nariz entupido, garganta irritada, dores na garganta, dificuldade na respiração quando não há esforço são os sintomas principais.

Os carrapatos

Os carrapatos são parasitas externos que atacam animais silvestres, domésticos e também o homem. Há mais de 800 espécies no mundo todo. Eles se fixam no hospedeiro e alimenta do sangue por um tempo longo. Os carrapatos mais comuns são carrapato vermelho, estrela e o amblyomma cooperi exclusivo das capivaras. Pelas capivaras terem aumentado, esses carrapatos aparecem cada vez mais nos rios, parques públicos e lagos.

As  doenças que podem ser transmitidas pelo carrapato são:

  • Febre Maculosa: doença febril provocada por bactéria e que pode levar a óbito. Os sintomas são: dores de cabeça, musculares, vômitos, náuseas e manchas vermelhas por todo o corpo.
  • Doença de Lyme: provocada por bactérica e proporciona mal-estar, dor de cabela, fadiga, calafrios, febre e rigidez no pescoço.

Os escorpiões

Os escorpiões então presentes em nosso planeta há mais de 400 milhões de anos. Estão catalogadas em média 1600 espécias e 140 se encontram no Brasil. As cores variam do amarelo palha ao negro , tendo tons intermediários como: o vermelho-amarronzado, amarelo-avermelhado, marrom, tons de verde e até azul. Os hábitos são noturnos que é quando se reproduzem e caçam. A alimentação é de insetos como: grilos, cupins, moscas, baratas e mutucas, e claro aranha.

Quando não há alimento, eles praticam canibalismo para a sobrevivência. Eles comem imensas quantidades de alimento, mas sobrevivem apenas com 10% da comida, e podem passar até 1 ano sem comer e consumir pouca água durante toda sua vida.

Os ataques dos escorpiões podem matar adultos. Eles só atacam quando se sentem ameaçados:

  • Examine e sacuda as roupas e os calçados antes de usá-los;
  • Deixe os locais próximos à residência sempre limpos e evite de acumular entulhos, lixo ou material de construção;
  • Se livre das baratas, já que são conhecidas como o principal alimentos dos escorpiões nas áreas urbanas;
  • Não coloque pés e mãos em buracos, lenhas ou pedras;
  • Utilize luvas e calçados na jardinagem e na zona rural;
  • Nas janelas e nas porta, utilize telas;
  • Utilize ralos protetores;
  • Aves domésticas nas zonas rurais, são predadores naturais;
  • Onde há muita incidência de escorpiões, coloque as camas a 10 centímetros da parede.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *